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Hoje gostaríamos de vos trazer uma história diferente. Esta irá falar acerca das casas ensaio da Banda, foram várias até à construção do nosso edifício atual.


Não sabemos ao certo qual foi a primeira casa ensaio da Banda, devido à inexistência de documentos que falem dessa época. Acredita-se que nos finais do XIX «a dois passos da estrada, no Outeiro, ensaiava a Banda dos Leites, e no sobrado demolido do Moreira Garcia, junto à feira de Baixo, ensaiava a do Martins» (Lopes, 2010, p.43). Segundo testemunhos antigos, nesse mesmo lugar do Outeiro, atual Rua Américo de Rezende, a Banda ensaiou numa outra casa, um velho edifício outrora demolido (Lopes, 2010, p.43).


Mais tarde, a Banda alterou de novo o seu local de ensaio para uma outra casa, que se localizava também no lugar do Outeiro, desta feita na Rua da Banda de Música, pertencente a Francisco Gomes da Cruz. Não sabe ao certo a data precisa dessa mudança, o que se sabe em que em 1928 a Banda já ensaiava nesse local (segundo documentos de arquivo, que referem o pagamento de uma renda mensal, à luz dessa data). Porém, em 1934 a Banda foi avisada que teria de procurar outro local. Foi, então neste momento que depois de reunidos, a Banda decidiu avançar para a construção de uma casa ensaio propriedade sua (Lopes, 2010, p.43).


Com ajuda da população, e da cedência de terreno pelo Sr. Manuel Pereira de Amorim, a Banda deu então início à construção do seu edifício sede. Em 1934, segundo vários relatos e documentos a Banda já se tinha instalado na sua nova sede, como nos confirma o “Arrifanense”, de 27 de dezembro de 1934


«Já está devidamente instalada no edifício da sua sede a nossa Banda de Música. Por várias formas vem Arrifana afirmando o seu progresso, e a construção por parte daquele organismo artístico, do bonito edifício em que agora se instalou, é mais um impulso dado ao engrandecimento da freguesia» (Lopes, 2010, p.47).


A primeira sede oficial da Banda de Música

A inauguração oficial da Sede teve início a 6 de janeiro de 1935, que constituiu, «naturalmente, um acontecimento festivo, que registou a presença das autoridades e outros vultos de destaque na freguesia, muito povo, e uma formação dos Bombeiros Voluntários, com o seu comandante, Dinis Reis» (Lopes, 2010, p.47). Neste mesmo edifício, no rés-do-chão alugado inicial para uma loja, em 1975 foi instalada Escola de Música. Este espaço passou a ser ocupado também pela sala da Direção e a arrecadação (Lopes, 2010, p.49).


No início da década de 90, foi equacionada a hipótese do alargamento das instalações da sede da Banda. Depois de anos de análise, e debate do tema, foi assinado a 7 de dezembro de 2000 um protocolo com a Câmara Municipal de Santa Maria da Feira, Associação da Academia de Música de Santa Maria da Feira e a Banda de música dos Bombeiros Voluntários de Arrifana, para a cedência da Escola Gomes Rebelo para sua sede. Foi necessário recuperar e remodelar o edifico. A sua inauguração oficial data de 29 de setembro de 2001. Durante dois anos este foi um dos polos da Academia de Música de Santa Maria (Lopes, 2010, pp.49-50). Atualmente esta continua a ser a sede da Banda de Música, onde para além de realizarem os seus ensaios, decorrem as aulas da Escola de Música.



A sede atual da Banda de Música

Contaremos mais histórias no futuro acerca da Banda, fiquem atentos.


Saudações Musicais

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Alusivo ao dia 8 de março, Dia Internacional na Mulher, hoje trazemos-vos a história das mulheres na filarmonia, que durante muito tempo não puderam participar. No começo das bandas filarmónicas, por volta do século XIX todas elas eram constituídas apenas por homens músicos, não podendo haver participação feminina. Aliás, o dia 8 de março como o dia que assinala a luta, o reconhecimento e a importância do contributo da mulher na sociedade, foi instituído apenas em 1911. Apesar disso, em Portugal realidade que conhecemos melhor, só após o 25 de abril é que foi dada autorização para as mulheres participarem nas Bandas filarmónicas.


Como nos conta Russo (2007) a Revolução de abril de 1974 e o estabelecimento do regime democrático, permitiu abrir uma nova fase para o movimento associativo, que voltou a intensificar-se e que ficou marcado pela integração das mulheres nas bandas filarmónicas, e que se prolongou até aos finais dos anos 80 (Russo, 2007, p.62).


A história das mulheres como executantes na Banda de Música de Arrifana


Quanto à Banda de Música de Arrifana, só em 1982 é que passaram a ser integrados elementos do sexo feminino. As primeiras executantes foram «Maria Gracelina da Costa Soares Ferreira e Maria Goreti da Costa Soares Ferreira, filhas do regente, seguidas de Rosa Dias Familiar e Ana Maria Dias Familiar, filhas de Zulmiro Ferreira Familiar, executante e posteriormente diretor, Celeste Maria Bastos de Pinho e Elizabete Patrícia da Costa Soares Ferreira, também filha de Belmiro Ferreira…» (Lopes, 2010, p.26).


Estas jovens mulheres foram as percursoras das gerações seguintes de mulheres que atualmente são executantes na banda. Nos dias que correm ao contrário desta época a grande maioria dos executantes são mulheres. Uma conquista importante no percurso feminino, mas também no percurso da nossa Banda e de outras Bandas, que se tornaram mais inclusivas, e abraçam um grupo diversificado de músicos, transmitindo uma lição importante para as gerações futuras.


E, é desta forma que a Banda de Música de Arrifana assinala um dia tão importante, relembrando e dando-vos a conhecer as suas primeiras executantes, aquelas que marcaram toda uma geração, e que ainda marcam. Uma importante conquista para todos nós. É um orgulho fazer parte da história, e fazer história.


Contaremos mais histórias no futuro acerca da Banda, fiquem atentos.


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Hoje trazemos-vos uma história diferente, inserida no tema dos músicos que passaram pela Banda. A Banda de Música de Arrifana tem uma longa tradição familiar, desde a sua fundação que sempre existiram vários membros da mesma família. No século XIX inclusive chegou a existir duas bandas, uma delas conhecida como a dos Leite, visto que maior parte dos membros eram dessa família.


Como nos conta Lopes (2010) a Banda de Música de Arrifana possui «uma característica muito própria, que advém do facto de ter contado sempre nas suas fileiras de acordo com a tradição oral e elementos de arquivo, com significativo número de executantes e, também, regentes, pertencentes à mesma família, o que lhe concede uma certa mística…» (Lopes, 2010, p.86).


Este amor à banda que foi sendo transmitido por sucessivas gerações de familiares de músicos, tornou-se tão comum, que principalmente nos momentos menos bons, ganhava um maior fulgor, sendo um auxílio importante na ultrapassagem de obstáculos (Lopes, 2010, p.86).


São vários os exemplos que vos podíamos trazer aqui, como o de Manuel Nunes de Azevedo, o sr. Manuel do bombo (1909-1996), cujo o pai Domingos Nunes de Azevedo, também foi músico (com mais de 74 anos de serviço) e que teve ao seu lado o seu filho Manuel, trompetista, e o neto, Manuel Luís, igualmente trompetista. Lopes (2010) refere ainda que esta tradição familiar se encontra, igualmente, bem expressa nos regentes - «com certeza, uma das razões para a longevidade desta Associação Musical», como foi o caso de Belmiro Soares Ferreira que cativou para a Banda as suas três filhas e a neta Cátia, que também o é do executante Manuel Dias de Carvalho (Lopes, 2010, p.87).


Podiam ser contadas muito mais histórias de tradições familiares na banda, ficam apenas estes exemplos, como uma justa homenagem a todas as outras famílias, que fizeram e fazem parte da banda, «num admirável gesto de amor e bairrismo, a servir, a engrandecer e a perpetuar a Banda de Arrifana» (Lopes, 2010, p.87).


Em breve serão contadas mais histórias acerca do longo percurso da Banda pela música, e da sua tradição. Fiquem atentos!!! Saudações Musicais A Banda de Música de Arrifana

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Contactos: 

     Banda: 967 239 230
       (Chamada para rede móvel nacional). 

     Escola de Música: 918 172 797
 
      (Chamada para rede móvel nacional). 

E-mail: bmarrifana@gmail.com

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