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A história da fundação da nossa Banda perde-se no tempo. Não se sabe ao certo, mas acredita-se que esta possa ter sido fundada por volta do ano de 1770, ou talvez antes. Existe um documento que infelizmente se perdeu, datado de 1770, que refere «Pago a música de Arrifana, 3$000 reis», o que nos indica a possibilidade de a Banda ter iniciado a sua atividade ainda antes desse ano de 1770. Esse facto a ser verdadeiro leva-nos a acreditar que a Banda de Música de Arrifana possa ser uma das mais antigas do país em atividade ininterrupta, contando com mais de 251 anos de história.


Porém, devido à falta de documentação que comprove este facto, os Estatutos que foram aprovados em 1974, por alvará do Governo Civil de Aveiro, consagram 19 de janeiro de 1803 como a data oficial da sua fundação, sendo que é a partir desse ano que foi possível encontrar um maior número de registos da atividade da Banda (Lopes, 2010, p.29).

Esta dificuldade sempre foi sentida durante muitos anos, onde vários membros e amantes da banda, tentaram descobrir junto dos mais antigos a data ao certo da fundação da Banda. Este facto chegou mesmo a ser relatado pelo “O Arrifanense” de 1 de maio de 1928:


«Compulsam-se os seus arquivos, recorre-se à memória ainda viva e lucida das pessoas mais edosas dos lugares suburbanos e a sua recordação não atinge os primórdios d’esta colectividade. Seguem-se a par e passo as suas efemérides, acompanha-se a sua evolução durante cerca de 126 anos, mas depois esbarra-se com o mistério e a incerteza» (Lopes, 2010, p.15).


Destes tempos históricos da nossa Banda, temos conhecimento de acordo com os registos que o primeiro regente da Banda, foi Inácio de Azevedo, nascido em 26 de março de 1754, vindo a falecer a 28 de janeiro de 1836. Foi um importante regente tendo sido agraciado pelo seu trabalho em 1831, com a atribuição de uma medalha de ouro por D. Miguel, Rei de Portugal (Lopes, 2010, p.15).


Dos tempos mais remotos, neste momento, apenas se conhecem o nome dos seus regentes, que tanto fizeram pela nossa Banda e, que tanto a ajudaram a crescer, e a manter vivo o seu trabalho. Oficialmente são 218 anos de atividade interrupta. É de louvar todo o seu esforço, trabalho e dedicação, que foi passando de geração em geração e se mantém nos dias de hoje.


Contaremos mais histórias no futuro acerca da Banda, fiquem atentos.


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A história de hoje é um pouco diferente daquelas que vos trouxemos anteriormente. Hoje vamos falar-vos do Padre Nosso dos Músicos. Um episódio diferente não ligado diretamente à nossa instituição, mas que tínhamos todo o gosto em partilhar com todos vós.


É, do conhecimento geral que festa significa a solenização de um acontecimento feliz, a comemoração de um determinado momento, evento, uma reunião alegre, que são anunciadas por diversos elementos. Um dos seus anunciantes são as Bandas Filarmónicas. As suas entradas nas festas «sob o ruidoso estralejar de foguetes, representa um momento forte de entusiasmo e animação, ritmado pelos acordes musicais de Marchas cheias de vigor e alegria, tão do agradado das pessoas» (Lopes, 2010, p.186).


Porém, nem tudo é uma festa pois, por vezes existem arruadas tão extensas, por caminhos tão acidentados, estreitos e poeirentos, debaixo de um calor tórrido e sufocante, que obrigam a um grande esforço por parte dos músicos e, levam, «naturalmente, os executantes, apesar do seu brio e espírito de serviço, a desejarem entradas mais suaves!» (Lopes, 2010, p.186). Com o passar dos anos, felizmente as comissões de festas e, também, por parte dos dirigentes das filarmónicas começou a existir uma maior compreensão com este pormenor das alvoradas, que durante muito tempo foram bastante duras. Embora, possam existir ainda exemplos dessas arruadas, não são recorrentes (Lopes, 2010, p.186).


Estas arruadas difíceis, levaram a que os músicos se juntassem em 1934, e criassem um «Padre Nosso dos Músicos, que foi publicado pelo “Correio da Feira”, nesse mesmo ano.


«O Padre Nosso dos músicos


Padre Nosso que organizais festas, santificado e bem pago seja o nosso trabalho, venham a nós os vossos convites e o respetivo ‘arame’, seja feita a vossa vontade tanto na igreja como no coreto, a remuneração de cada festa nos dai logo, perdoai-nos alguma nota desafinada ou algum toque falso, como nós vos perdoamos o pedido do abatimento do preço, não dos deixeis perder a embocadura nem firmeza na execução, livrai-nos dos ensaios, festas gratuitas e alvoradas – Amén» (Lopes, 2010, p.186).


Contaremos mais histórias no futuro acerca da Banda e, outros momentos que façam parte do trabalho das filarmónicas. Fiquem atentos!!


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Hoje, dia 2 de abril de 2021, o Clube Desportivo Arrifanense comemora o seu Centenário. Momento solene para o clube. Este, foi assinalado de uma forma solene, em que estiveram presentes vários elementos importantes, nomeadamente o Sr. Presidente da Câmara Municipal de Santa Maria da Feira, Dr. Emídio Sousa, o Presidente da Assembleia Geral Dr. Amadeu Albergaria, o Sr. Presidente da Junta de Freguesia Dr. Delfim Silva, o Sr. Secretário de Estado do Desporto, Dr. João Paulo Rebelo, o Sr. Presidente FPF, Sr. Fernando Gomes, o Sr. Presidente da AFA, Sr. Arménio Pinho, o Sr. Presidente FPC, Sr. Delmino Pereira, o Sr. Coordenador da História do Centenário, Professor Dr. Roberto Carlos, o Sr. Representante da Comissão do Centenário, Carlos Rodrigues, , e com a nossa querida Banda de Música, que se fez representar por um dos seus Diretores Sr. Eduardo Soares, pelo maestro e um dos membros da banda. Devido às circunstâncias que marcam a nossa atualidade a Banda fez-se representar de uma forma singela.


A sua participação contou com a interpretação da nova versão do Hino do Clube Desportivo Arrifanense produzida pelo nosso maestro Marcelo Alves, e entregue em mãos no ato da Cerimónia ao Sr. Presidente do Clube, Sr. Carlos Silva. A sua belíssima interpretação esteve a cargo de Dilsa Azevedo, músico da banda, acompanhada ao piano pelo nosso maestro Marcelo Alves. A nova versão do Hino do Clube Desportivo Arrifanense, pode ser executada ao piano e acompanhada por voz, mas também ao som de uma filarmónica, sendo esse um dos planos futuros da nossa Banda de Música, a execução desta nova versão do Hino.

Esta relação de proximidade e associativismo vivida na terra por todas as associações e, hoje em particular pela Banda e pelo Clube Desportivo Arrifanense não é de agora. Em momentos importantes do Clube, a Banda marcou sempre a sua presença, num momento de convívio, alegria e festejo.

Uma dessas histórias de partilha associativa, remonta a junho de 1970. Neste ano, o Clube Desportivo Arrifanense inaugurou a sua sede oficial, um momento festivo, assinalado como nos conta Lopes (2010), pelo “Correio da Feira” de 4 de julho «Cerca das 20 horas, com a presença dos Bombeiros Voluntários e a sua Banda de Música, o senhor Amadeu Gonçalves, foi convidado a descerrar uma lápide na nova sede do Clube Desportivo Arrifanense que se situa junto das instalações da Junta de Freguesia» (Lopes, 2010, p.165).


Dois anos mais tarde, mas precisamente em 1972, a Banda voltou a marcar presença em mais um momento festivo do Clube da Terra, o seu 40º aniversário. Um acontecimento de relevo para a Coletividade e para a freguesia, «ao qual se associaram o Presidente e Vice-Presidente da Câmara Municipal de Santa Maria da Feita, respetivamente, Alcides Branco de Carvalho e Dr. Diogo Vaz de Oliveira, o Presidente da A.F. de Aveiro, Eng.º Carlos Rodrigues, autoridades locais e outras entidades. Do programa constou a celebração da missa, seguida de romagem ao cemitério, em homenagem aos dirigentes, atletas e associados já desaparecidos, sessão solene na sede social e, a encerrar, jantar-convívio no salão nobre dos Bombeiros. A Banda de Arrifana, assim como os Bombeiros Voluntários, com fanfarra, participaram neste dia grande do Arrifanense» (Lopes, 2010, p.166).


O seu 40º aniversário ficou marcado ainda, pela apresentação do Hino do Clube Desportivo Arrifanense, com letra de José Soares da Silva e música do maestro Resende Dias, através de uma gravação áudio, que teve a colaboração do Grupo Coral da Academia de Música de Santa Maria da Feira (Lopes, 2010, p.166). 40 anos volvidos, e o 100º aniversário do Arrifanense volta a ser marca pela apresentação de uma nova versão do hino.


Mais história serão contadas, mas este é um belíssimo exemplo da cooperação associativa que existe em Arrifana. Que o futuro nos reserve mais momentos assim, e que estes possam ser vividos de forma efusiva e, em ambiente de festa onde o convívio entre todos possa estar presente.



Alguns dos momentos vividos hoje na comemoração do centenário do Clube Desportivo Arrifanense




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     Escola de Música: 918 172 797
 
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E-mail: bmarrifana@gmail.com

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